09.11.06
Deputado discorda de voto facultativo
A proposta de reforma política, em tramitação no Congresso Nacional, prevê o fim da obrigatoriedade do voto. No entendimento do deputado, não há necessidade dessa mudança, porque o eleitor, que deixa de vota por qualquer motivo, pode justificar sua ausência. Essa alternativa para ele se configura como uma espécie de voto facultativo. “As pessoas vão às urnas se quiserem. Do contrário basta justificar a ausência”.
O deputado se mostra reticente também quanto a instituição do voto distrital. Ele explica que essa modalidade de escolha dos representantes no Legislativo estadual ou federal, porque numa cidade tende a favorecer os grandes centros urbanos e diminuir a representação plural no parlamento.
Segundo Sebastião, num distrito com 400 mil eleitores seria eleito um único representante. E terá maior chance de ganhar uma eleição para deputado o candidato que fizer uma campanha mais identificado com a questão local, perdendo uma visão mais ampla do Estado e até da nação. “Se tivéssemos um distrito em Juiz de Fora, teria sido eleito apenas um deputado estadual e deputado um federal”, explicou.
Para o deputado deveria ser usado na eleição de vereadores e deputados, a mesma forma de escolha da eleição majoritária. O que significa que os candidatos eleitos seriam aqueles que receberam mais votos, independente de sua filiação.
E se estaria fazendo também na proporcional a vontade do povo. “Eu não consigo entender como se pode ter no parlamento um deputado com 60 mil votos que não é eleito e outro com 25 mil votos e é eleito”, concluiu.

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criado por sebastiaohelvecio
14:48:50